Cavernas, trilhas, fazendas históricas e o principal, os rios que banham o município, são uma combinação perfeita para o ecoturismo e o turismo rural
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| Rio Paraíba do Sul revela suas belezas em Itaocara. Trecho é perfeito para práticas de rafting e canoagem (Foto: Arquivo/ Folha Itaocarense) |
O município é pouco populoso, não tem shopping center, nem teatro e nem cinema, mas em meio às florestas degradas para atividade agropastoril, Itaocara ainda conserva riquezas naturais, muitas desconhecidas até pelos próprios moradores desta terra. O potencial junto com a estrutura que a cidade oferece, como pousadas, hotéis e restaurantes, fez com que Itaocara retornasse ao Mapa do Turismo Brasileiro.
A Secretaria de Cultura e Turismo de Itaocara já havia anunciado a volta do município em junho deste ano. Nesta semana foi a vez do Ministério do Turismo anunciar a volta de Itaocara ao Mapa do Turismo Brasileiro 2017-2019.
O município foi classificado como de categoria D, ao lado de Aperibé que também voltou ao mapa em 2017, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Itaperuna, Italva, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua e Varre-Sai. Juntos, estes municípios foram a região turística das Águas do Noroeste, com destaque para os rios caudalosos, as diversas fontes de águas minerais e a estância hidromineral de Raposo, visitada por turistas de todo o Brasil.
Durante um evento que discutiu a fomentação do turismo nas Águas do Noroeste em 2015, a Secretaria de Estado de Turismo destacou em 2015 a Praça da Matemática como uma das principais atrações de Itaocara. O monumento construído na década de 1940 é o queridinho da cidade e admirado por matemáticos e estudantes. Já a vizinha Aperibé tem como principal atrativo a Serra da Bolívia, também contemplada pelos itaocarenses.
| Margem itaocarense do Rio Paraíba do Sul e a Serra da Bolívia ao fundo(Foto: Arquivo/ Folha Itaocarense) |
Mapa do Turismo Brasileiro
O Ministério do Turismo divulgou o novo Mapa do Turismo Brasileiro na última quinta-feira (14). A ferramenta destaca os municípios que adotam o turismo como estratégia de desenvolvimento e orienta a definição de políticas públicas para o setor.
De acordo com a publicação, em comparação com o ano passado, o número de regiões turísticas e municípios cadastrados aumentou. Em 2016, eram 2.175 cidades em 291 regiões, contra 3.285 municípios em 328 regiões turísticas neste ano.
Para o Ministério do Turismo, o aumento nos números é resultado de um amplo trabalho de conscientização da pasta junto aos gestores municipais e estaduais a respeito da necessidade de identificação e classificação das cidades para que as políticas públicas e investimentos sejam mais adequados à realidade de cada região.
A atualização periódica do Mapa faz parte de uma estratégia do Plano Brasil + Turismo, lançado este ano pelo ministro Marx Beltrão para fortalecer o setor de viagens no País. De acordo com o Plano, a partir de 2017 o Mapa passa a ser atualizado a cada dois anos.
Categorização
De acordo com o novo mapa, 23% (740) dos municípios estão nas categorias A, B e C. Esses municípios concentram 93% do fluxo de turistas doméstico e 100% do fluxo internacional.
Os demais 2.545 municípios figuram nas categorias D e E. Esses destinos não possuem fluxo turístico nacional e internacional expressivo, no entanto alguns possuem papel importante no fluxo turístico regional e precisam de apoio para a geração e formalização de empregos e estabelecimentos de hospedagem. É o caso de Itaocara (D), Aperibé (D), Cambuci (D) e Santo Antônio de Pádua (D). Na região das Águas do Noroeste os melhores resultados foram Italva (C) e Itaperuna (B).

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