Desde que o processo seletivo foi realizado, diversos problemas foram apontados, como atrasos no cronograma
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| (Foto: Divulgação) |
Novamente a Brigada Ambiental IA de Cambuci volta a estar no centro das discussões na cidade. Depois das polêmicas no ano passado com atrasos no cronograma e falta de informações aos candidatos aprovados, agora os brigadistas convocados denunciam atrasos no pagamento. Segundo alguns brigadistas que entraram em contato com a nossa redação, já são dois meses de pagamentos atrasados.
Eles informaram que o Instituto Beira Rio, responsável pelo projeto, foi divulgando novas datas, que não foram cumpridas. A última delas foi na sexta-feira (8/5), mais uma vez sem resultado. Alguns brigadistas se organizaram e levarão o caso a conhecimento do Ministério Público do Trabalho.
Para se instalar na cidade, a Prefeitura de Cambuci, com aval da Câmara Municipal, concedeu um espaço para que a instituição pudesse instalar a brigada ambiental. Com as polêmicas na cidade por conta de atrasos no cronograma do processo seletivo, dúvidas quanto à infraestrutura, já que foram anunciadas mais de 300 vagas apenas para Cambuci. Desse total, 86 foram convocados e iniciaram as atividades em 02 de março.
"Na apresentação inicial, realizada pelo presidente da instituição, foi informado aos colaboradores que as carteiras de trabalho seriam assinadas até o dia 10 de março e que os salários seriam pagos até o 5º dia útil do mês seguinte, além da concessão de benefícios previstos no edital do processo seletivo. Entretanto, passados os meses de março e abril, os trabalhadores permaneceram sem registro em carteira e sem receber salários. Após o vencimento do prazo legal de pagamento, diversas datas foram prometidas pela gestão para quitação dos valores, porém nenhuma delas foi cumprida.", explicou um dos convocados.
Além da falta de pagamento, os brigadistas também citam que os benefícios anunciados no edital não foram integralmente fornecidos, inclusive refeitório que não comporta todos, com muitos tendo que se sentar no chão. Mesmo sem a formalização do vínculo trabalhista prometido, os brigadistas cumpriam a escala e ordens. Há brigadistas de Itaocara e outras localidades, que arcaram por conta própria os gastos, e agora estão na incerteza de quando vão receber.

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