Maioria responde por crimes como fraudes administrativas e até ligação com facções criminosas e jogo do bicho
Tem nomes da esquerda e tem nomes da direta, não importa o espectro político, pelo menos 37 dos 70 deputados que vão compor a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a partir do ano que vem são investigados ou respondem a acusações na Justiça por diferentes tipos de crimes, que vão desde ligação com facções ou jogo do bicho, corrupção e fraudes administrativas a crimes eleitorais. Como não foram condenados após trânsito em julgado ou transcorrido o prazo de oito anos de inelegibilidade, puderam concorrer.
O número de investigados ou réus na Justiça representa 53% dos deputados estaduais e poderia ser ainda maior. Foram considerados apenas deputados eleitos e reeleitos que constam diretamente envolvidos publicamente em processos investigatórios, acusatórios (réus na Justiça) ou condenados (aguardando trânsito em julgado ou transcorrido o prazo de inegibilidade). Com isso, exclui-se deputados que são irmãos, cônjuges ou filhos de políticos que não puderam concorrer ao pleito por já ocuparem outros cargos ou estarem impedidos pela Justiça Eleitoral.
Mesmo envolvida em escândalos, principalmente nos últimos meses, a Alerj teve a menor renovação desde 2018. Apenas 28 novos deputados foram eleitos. 60% conseguiram se reeleger. Ainda assim, parte dos novos também responde a processos enquanto ocupavam outros cargos políticos (ex-prefeitos, ex-vereadores e ex-secretários).

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