Órgão esclareceu que ainda não se trata de um "super El Niño", mas a caracterização do fenômeno já acende sinal de alerta para efeitos no Rio de Janeiro
Nos últimos meses, muita gente tem acompanhado com aflição as notícias de um novo episódio de El Niño, que deve alterar o clima no planeta. Um prato cheio para notícias falsas ou distorcidas, mas o fato é que o fenômeno merece atenção. O Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro (Cemaden-RJ) espera mais ondas de calor e umidade mais baixa nos próximos meses.
Por ora, o El Niño já se encontra caracterizado, por enquanto de fraca intensidade. Com isso, a partir dos próximos meses, haverá uma tendência de aumento de temperaturas. Isso não significa que frentes frias e massas de ar polar deixarão de avançar pelo Rio de Janeiro neste inverno. Os fluminenses ainda podem enfrentar dias frios, embora a ocorrência fique menos comum.
É a partir do verão que o aumento das temperaturas pode ficar mais evidente, com maiores chances de ondas de calor. Isso também não significa necessariamente que haverá temperaturas recordes, já que a intensidade das ondas de calor é medida pela quantidade de dias seguidos de temperaturas acima da média e não pelo pico registrado.
A alta temperatura é a principal característica do El Niño em nosso estado. E como o calor aumenta a evapotranspiração, também pode contribuir para deixar a vegetação seca, além do aumento de consumo de água. Por isso, não costuma estar relacionado a chuvas intensas no estado durante o verão. Na tragédia de 2011, por exemplo, as águas do Pacífico estavam dentro do padrão de neutralidade. Mas o calor quando encontra umidade elevada é sempre um fator de risco para tempestades e também merece atenção.
No último El Niño (2023-2024), que foi de forte intensidade, houve estiagem severa em nossa região durante o inverno de 2024 após sucessivas ondas de calor e chuvas irregulares desde a primavera de 2023.
Ou seja, se o fenômeno vai virar um Super El Niño como algumas projeções indicam ou não, o Cemaden-RJ monitora a situação e pede que a população adote práticas simples, como ingerir bastante líquido em dias quentes e secos e evitar o uso de fogo que possa causar incêndios em vegetação.

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